quarta-feira, 26 de julho de 2017

Sonhos, visões e faisões



Continuo a pedir encarecidas desculpas pelos eventuais transtornos que estou a causar a quem já tinha investido num fato negro (os mais chegados), numa gravata de luto, numa coroa de flores, num epitáfio com sainete fúnebre, num requiem qualquer… Guardem para mais tarde, por favor, que eu (infelizmente) não vou ficar cá para semente.

O Justino vai deixar o CNE sem ver o seu sonho concretizado (o fim d'arre tenções). Mas, tal como Moisés, não fica muito longe da sua promised land, pois já estamos nos arrabaldes. O mesmo (embora um pouquito pior) acontecerá, dizem as tábuas, com o Lima, cujo sonho — anulativo com dois semestres — está agendado para o Dia de S. Nunca, depois do jantar e antes de ir para a cama.


Diz aquele que fala por todos os diretores — que tudo sabem sobre o que pensam e querem os professores — que com um longo semestre pela frente (e outro por trás, como é óbvio) os alunos têm mais tempo para recuperarem os atrasos evidenciados na primeira pauta. Non capisce niente! Então?!  Toda a gente sabe — a sociedade inteira, inteirinha — que os alunos recuperam de forma absolutamente incrível em apenas um mês e meio (ou dois, vá lá c’os diabos!). Basta comparar as notas do segundo período com as do terceiro. É cá cada milagre!!! Para quê, portanto, tornar tão fastidiosa a prodigiosa recuperação que os catraios conseguem fazer? Querem desmotivá-los, é?
Pois… tenho cá para mim (saber empírico, só de experiência feito) que os diretores são a grande mola impulsionadora do sucesso. Não vale a pele mexer em mais nada, basta mantê-los, que eles sabem bem como fazer as coisas. Aliás, a ideia dos dois semestres (embora peregrinamente extraterrestre) talvez seja motivada por essa árdua atividade milagreira. Espremer professores não é a pera doce que quase tolos imaginam! Dá muito trabalho e mais chatices ainda!

Eu só concordo com a ideia dos dois semestres, se for non stop, sem férias nem interrupções letivas. Vá lá… ainda aceito os fins de semana, para arrumar a casa e... sabe-se lá o quê!

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