quarta-feira, 12 de julho de 2017

Verdadeiros contratos de autonomia


Os experimentalismos, os modernismos, os vanguardismos, os “finlandismos” e muitos outros “ismos” são tantos e surgem com uma frequência tão frenética e tão vertiginosa (alucinante, mesmo), que já se justifica a existência de uma reserva pedagógica, para salvaguardar determinados métodos, determinadas experiências, determinadas exigências, determinadas posturas, determinados estilos, determinadas verticalidades, que estão em seríssimo risco de extinção. É que… se a coisa der para o torto (na vida real), convém ter alguns espécimes em viveiro.
Em conformidade com o conteúdo do primeiro parágrafo, vou fazer uma proposta revolucionária a… quem de direito. Aproveitando uma figura que já existe, que é muito cool e está na moda — os contratos de autonomia —, proponho o alargamento deste conceito às escolas que queiram continuar a exigir respeito pelos espaços e pelas pessoas, a só passar quem realmente está preparado, a salvaguardar a autonomia pedagógica dos professores, a levar a sério as faltas de presença e as faltas disciplinares, a votar mais para eleger representantes e menos para alterar notas… Enfim, se é de autonomia que se trata, respeitemos também o próprio conceito. Não acredito em autonomias condicionadas a um catálogo de uma só cor e duas ou três nuances. Seria uma espécie de projeto-piloto ao contrário, mas com idêntico sentido revolucionário.

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